Monitoramento de processos

Sempre que visitamos uma empresa perguntamos se o processo é monitorado e sempre temos como resposta: sim. Então perguntamos como o monitoramento é efetuado e na grande maioria das vezes temos como resposta: “vamos até a sala de controle de hora em hora e verificamos.” É raro as vezes em que escutamos que há efetivamente um monitoramento, ou seja, um obtenção automática dos valores a serem medidos e tomada de decisões em função dos limites ou alertas necessários para o processo.

Neste momento efetuamos outra pergunta. Quanto de dinheiro você esta perdendo ou melhor, fazendo a empresa perder por não monitorar? Ou pior ainda. Qual o risco a empresa esta correndo e o valor que será gasto por não monitorar? Será que vale o risco?

É neste momento que efetivamente olhamos para o monitoramento como investimento e um ótimo investimento seja pela redução de perdas ou por evitar que acidentes ocorram.

O grande problema é que monitorar não quer dizer simplesmente colocar um datalogger para efetuar a medição. É necessário que fatores metrológicos sejam observados como a exatidão do critério de aceitação do processo, sensibilidade dos sensores, erro e incerteza dos instrumentos de medição entre outros fatores.

Outro ponto que deve ser observado são as funções que o equipamento utilizado para o monitoramento. Como estamos falando em monitoramento se faz necessário o envio de avisos e informações possibilitando o envio de informações automáticas às pessoas responsáveis pelas ações imediatas entre outras que sejam aplicáveis.

Outros fatores como o cruzamento de dados também se faz necessário quando falamos em monitoramento uma vez que fatores externos como as condições climáticas podem influenciar na medição.

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Você realmente comprova a rastreabilidade metrológica?

Normalmente quando perguntamos o que é rastreabilidade temos como resposta: “a cadeia de instrumentos utilizados para calibração até chegar ao INMETRO”.

Pois bem. Não é bem isso.

Primeiramente a rastreabilidade tem que ser determinada até o Sistema Internacional de Unidade e não ao órgão ou instituto responsável por manter as unidades de medição de um país. Com isso a cadeia deverá ser comprovada até a definição física da grandeza em questão.

Mas não é só a cadeia de instrumentos que comprova a rastreabilidade das medições. A ISO/IEC 17025, norma utilizada para acreditação de laboratório de ensaio e calibração, estabelece que a rastreabilidade deve ser estabelecida considerando:

  • “a especificação do mensurando (grandeza a ser medida);
  • uma cadeia ininterrupta e documentada de calibrações com origem em referência declaradas e apropriadas (referências apropriadas incluem padrões nacionais ou internacionais e padrões intrínsecos);
  • que as incerteza da medição para cada etapa da cadeia de rastreabilidade seja avaliada de acordo com métodos acordados;
  • que cada etapa da cadeia seja realizada de acordo com métodos apropriados, com os resultados de medição e com incertezas de medição associadas registradas;
  • que os laboratórios que realizam uma ou mais etapas da cadeia de rastreabilidade forneçam evidência de sua competência técnica.”

Veja que temos um ponto muito importante e pouco observado. Para a comprovação de rastreabilidade é necessário a comprovação da competência técnica do laboratório, ou seja, a acreditação do serviço de calibração, ensaio ou amostragem é fundamental para a comprovação da rastreabilidade. Sem a comprovação da competência técnica inexiste rastreabilidade.

Outro ponto está relacionado a utilização de métodos apropriados para a execução da calibração. Ou seja, o método ou procedimento utilizado deverá ser capaz de fornecer o resultado (erro e incerteza da medição) adequado para o instrumento que está sendo calibrado considerando sua resolução, classe ou outras características metrológicas.

Outra ponto está relacionado aos produtos químicos onde os “valores de certificados de materiais de referência certificados provenientes de produtores de materiais de referência que estejam em conformidade com a ISO 17034 fornecem rastreabilidade metrológica.”

Um ponto de grande importância que devemos ter atenção quando compramos serviços de calibração ou ensaio. O laboratório não é acreditado mas o serviço que ele presta, ou seja, o fato de um laboratório ser acreditado para calibração de paquímetro não quer dizer que os demais serviços sejam acreditados também uma vez que, a competência técnica não foi avaliada durante a auditoria o organismo regulamentador.

Incerteza da medição. Qual a sua importância?

Podemos dizer que hoje a incerteza da medição não é algo estranho para os profissionais dos mais diversos seguimentos mas a sua aplicação, apesar de relativamente simples, ainda é muito pouco utilizada e com isso passamos a cometer erros e desperdícios que em muitos casos são tratados como parte do processo de medição. Importante ressaltar que consideramos como processo de medição as atividades de produção industrial, medições realizadas em ambiente médico-hospitalar, medições realizadas em supermercados, ou seja, toda e qualquer medição realizada.

Basicamente podemos dizer que a incerteza da medição é a dúvida que temos com relação ao valor que obtemos o momento da leitura em função dos erros relacionados as condições ambientais, construção dos instrumentos de medição, como as medições estão sendo executadas entre diversas outras. O problema esta em ignorar a incerteza da medição no processo que medição hora poderá resultar em prejuízo de alguns centavos para quem esta comprando ou para quem esta vendendo e hora, poderá ser a vida ou a morte de um individuo.

No gráfico abaixo mostramos em azul os limites de uma medição o qual também é conhecido como critério de aceitação sendo o valor obtido em laranja.

Até aqui tudo bem mas, acrescentássemos a incerteza da medição? Vamos incluir dois exemplos.

Agora temos uma medição onde a incerteza da medição, nossa dúvida, esta dentro do critério de aceitação e uma segunda medição, onde a incerteza está do critério de aceitação.

Sugerimos transferir este conceito para suas atividades diárias e analisar o impacto que a não aplicação da incerteza da medição.

Até a próxima.

Importância da automação no processo de calibração na indústria.

A automação de processos de fabricação e produção não é novidade para ninguém mas nem sempre é dada a devida atenção principalmente quando o assunto é metrologia.

Para falarmos sobre a importância na automação dos processos de calibração é necessário primeiro falarmos, mesmo que superficialmente, sobre periodicidade da calibração e confirmação metrológica.

  • Periodicidade de calibração dos instrumentos de medição – É comum determinar a periodicidade de calibração tomando como base as informações contidas em um certificado de calibração como se o certificado tivesse alguma validade. Pois bem, certificado de calibração não tem validade assim como válida as medições que foram feitas sem qualquer garantia com relação ao funcionamento futuro do instrumento.
  • Confirmação metrológica – Comparação entre as características metrológicas do instrumento de medição com os requisitos metrológicos do cliente, ou seja, do critério de aceitação do instrumento para o local onde o instrumento está instalado.
    Com isso podemos concluir que só poderemos ter confiança na confirmação metrológica se houver um programa de verificações das características metrológicas dos instrumentos de medição.

Mas qual a importância em manter um programa de verificação dos instrumentos de medição?

Nenhum equipamento, seja ele qual for, não para de funcionar do nada. O equipamento começa a dar indícios de mau funcionamento que podem ser observados através de medições e é exatamente com o acompanhamento das medições que podemos atuar antes que o problema efetivamente ocorra evitando maiores prejuízos seja por ter que consertar ou repor um equipamento em data não programada ou seja pela parada do processo.

É aqui a automação dos processos de calibração passa a ser importante.
Exemplificando. Vamos considerar somente a calibração de termômetros (PT-100 e termopares) onde a periodicidade de calibração esteja determinada em 12 meses e para execução da confirmação metrológica a periodicidade seja determinada em 3 (três) meses. Vamos determinar também que a calibração de um termômetro descritos acima seja de R$ 60,00. Com isso temos a cada três meses um investimento de R$ 24.000,00 e para os três ciclos R$ 72.000,00 isso sem considerar o calibração que se mantivermos o valor de R$ 60,00 teremos ao longo de 12 meses R$ 96.000,00 com calibração e verificações apenas com termômetros.

Chamamos a atenção para um fator importante. Até o momento não consideramos o principal. Um profissional para operar o instrumento utilizado para calibração dos instrumentos. Considerando o profissional passaremos facilmente dos R$ 120.000,00 ano com a calibração de 400 termômetros.

É neste ponto que a automação do processo de calibração passa a ser de extrema importância. Com investimento de um ótimo equipamento que possibilita a execução de calibrações de forma automática estaremos reduzindo o tempo necessário para execução da calibração assim como a necessidade de especialização sem afetar a confiabilidade das medições e consequentemente a confirmação metrológica além da possibilidade, em função do estudo metrológico, aumentar a periodicidade de calibração dos instrumentos o que poderá ainda mais, reduzir o investimento com a gestão metrológica.

Concluímos que a curto e principalmente médio e longo prazo é viável a aquisição de padrões que possam executar de forma automática a calibração dos instrumentos de medição.

Consulte as soluções da AUNA Metrologia e implemente processos de calibração internos.

Abraço e até a próxima.

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