Menor preço garante economia para empresa?

A primeira informação que buscamos quando falamos em comprar algo é o preço do produto ou serviço. Para algumas empresas o quanto custa é determinante mas será que o menor preço garante economia para a empresa?

Quando falamos em medição temos a nossa disposição um universo de instrumentos independente se estamos falando de instrumentos de processo ou de instrumentos que serão utilizados como padrão e cada instrumento, claro, com suas características construtivas e obviamente metrológicas.

Vamos a dois exemplos.

1. Paquímetro.

Apesar de ser um instrumento relativamente simples temos diferentes gritantes com relação a qualidade do instrumento. A primeira está relacionado a espessura dos traços sendo este um fator determinante para a qualidade metrológica do instrumento por estarmos falando de uma divisão de 0,02 mm. Para termos uma noção da sensibilidade do instrumento, podemos pegar uma régua escolar e dividir em 5 (cinco) partes. Cada parte é a menor divisão que o paquímetro consegue medir.

Para que seja possível a efetivação da medição de forma correta o material utilizado também deve ser de uma liga especial uma vez que, este instrumento deverá sofre o mínimo possível com a dilatação em função da maior ou menor temperatura. Se o instrumento for sensível a dilatação certamente, teremos valores errôneos.

2. Fornos de bloco seco.

Os fornos de bloco seco são utilizados como meio térmico para calibração de termômetros (termoresistências, termopares, termômetros mecânicos, etc.). Para manter a temperatura estável o forno liga e desliga a resistência visando manter a temperatura configurada. Considerando que o tempo de respostas dos termômetros são diferentes significa que, se o forno não tiver ótima estabilidade térmica os termômetros estarão em tempos diferentes, ou seja, enquanto um termômetros está reagindo a um sinal térmico e outro poderá estar estável e com isso, poderemos estar medindo a temperatura em momentos diferentes relacionados a cada termômetro e isto sem contar com outros recursos para armazenamento e automação do processo de calibração que alguns modelos possuem.

Nestes dois exemplos mostramos como as características metrológicas poderá afetar diretamente a qualidade da medição principalmente se estivermos falando dos processos de calibração, ensaio ou amostragem e claro, quanto melhor as características metrológicas do instrumento e mais recursos para automação do processo de medição “mais caro” ele é.

Respondendo a pergunta inicial. Nem sempre o menor preço irá trazer economia para a empresa. As características metrológicas poderão influenciar na incerteza da medição e consequentemente no resultado assim como a automação do processo poderá tornar o processo de medição mais produtivos.

Isso também vale para os serviços de calibração. Vamos pensar na calibração dos calibradores passa-não-passa. Um dos métodos mais utilizados é a medição é utilizar um micrômetro e arames para determinação do diâmetro de flanco mas, será que somente o diâmetro de flanco é o suficiente para a calibração de calibradores passa-não-passa?

PDCA e Sistema de Gestão ISO/IEC 17025

Muitos falam do PDCA (Plan, Do, Check e Action) mas, dificilmente vemos esta ferramenta sendo aplicada em sistemas de gestão da qualidade. Ai vem a pergunta, qual o motivo desta ferramenta não ser aplicada ? Tirando as respostas sem fundamento vem a resposta: “não sei”.

Quanto recebemos essa resposta, continuamos a fazer perguntas visando identificar o motivo pelo qual esta excelente ferramenta não é utiliza e a concluímos que não foi feito um planejamento para aplicação da ferramenta durante o processo de criação e implantação do sistema de gestão, ou seja, o sistema de gestão não foi pensado com a utilização do PDCA.

Falando um pouco sobre esta potente ferramenta para melhoria continua, o PDCA ficou popular pelo Dr. William Edwards Deming (1900-1993), um dos pais da qualidade mas sempre referenciou a ferramenta a Walter Andrew Shewhart (1891-1967) sendo conhecido como o “pai do controle estatístico da qualidade”. Foram realizadas alterações nos nomes e obviamente, siglas desta ferramenta tendo como objetivo, sua adequação a outros programas como o Six Sigma porém, sem alteração em seu conceito. Sua aplicação permite que todos os processos possam ser avaliados infinitamente o que possibilita a melhoria continua de todos os processos. E esse é o ponto.

Quando fazemos uma investigação, normalmente observamos que os processos do sistema de gestão não estão definidos de forma clara ou estão definidos de forma “finita”, ou seja, com inicio, meio e fim. O sistema não foi construído de forma a passar por avaliações periódicas.

Quando falamos em sistema de gestão, estamos fazendo referencia ao sistema em si e não em termos para tratamento de não conformidade, controle de documentos, etc..

A aplicação do PDCA em sistemas de gestão permite não somente a avaliação constante do sistema mas a renovação de objetivos e metas sempre visando a melhoria de forma a:

  • planejar a atividade a ser executada seja esta orientada à criação de procedimento, execução de uma calibração ou ensaio, realização de auditorias, avaliar um fornecedor entre outros fatores;
  • executar a ação planejada. Como estamos falando em execução devemos ter definidos de forma clara os prazos para sua execução assim como os responsáveis;
  • conferir as ações executadas avaliando se o objetivo foi alcançado;
  • agir, ou seja, avaliar os resultados obtidos definindo novas metas e objetivos e iniciando novo ciclo do PDCA.

Um ponto importante que deve ser considerado na fase de planejamento está no fato de ser possível e/ou necessário a aplicação de um PDCA dentro de outro PDCA de forma a garantir que o primeiro PDCA seja executado.

Monitoramento de processos

Sempre que visitamos uma empresa perguntamos se o processo é monitorado e sempre temos como resposta: sim. Então perguntamos como o monitoramento é efetuado e na grande maioria das vezes temos como resposta: “vamos até a sala de controle de hora em hora e verificamos.” É raro as vezes em que escutamos que há efetivamente um monitoramento, ou seja, um obtenção automática dos valores a serem medidos e tomada de decisões em função dos limites ou alertas necessários para o processo.

Neste momento efetuamos outra pergunta. Quanto de dinheiro você esta perdendo ou melhor, fazendo a empresa perder por não monitorar? Ou pior ainda. Qual o risco a empresa esta correndo e o valor que será gasto por não monitorar? Será que vale o risco?

É neste momento que efetivamente olhamos para o monitoramento como investimento e um ótimo investimento seja pela redução de perdas ou por evitar que acidentes ocorram.

O grande problema é que monitorar não quer dizer simplesmente colocar um datalogger para efetuar a medição. É necessário que fatores metrológicos sejam observados como a exatidão do critério de aceitação do processo, sensibilidade dos sensores, erro e incerteza dos instrumentos de medição entre outros fatores.

Outro ponto que deve ser observado são as funções que o equipamento utilizado para o monitoramento. Como estamos falando em monitoramento se faz necessário o envio de avisos e informações possibilitando o envio de informações automáticas às pessoas responsáveis pelas ações imediatas entre outras que sejam aplicáveis.

Outros fatores como o cruzamento de dados também se faz necessário quando falamos em monitoramento uma vez que fatores externos como as condições climáticas podem influenciar na medição.

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Você realmente comprova a rastreabilidade metrológica?

Normalmente quando perguntamos o que é rastreabilidade temos como resposta: “a cadeia de instrumentos utilizados para calibração até chegar ao INMETRO”.

Pois bem. Não é bem isso.

Primeiramente a rastreabilidade tem que ser determinada até o Sistema Internacional de Unidade e não ao órgão ou instituto responsável por manter as unidades de medição de um país. Com isso a cadeia deverá ser comprovada até a definição física da grandeza em questão.

Mas não é só a cadeia de instrumentos que comprova a rastreabilidade das medições. A ISO/IEC 17025, norma utilizada para acreditação de laboratório de ensaio e calibração, estabelece que a rastreabilidade deve ser estabelecida considerando:

  • “a especificação do mensurando (grandeza a ser medida);
  • uma cadeia ininterrupta e documentada de calibrações com origem em referência declaradas e apropriadas (referências apropriadas incluem padrões nacionais ou internacionais e padrões intrínsecos);
  • que as incerteza da medição para cada etapa da cadeia de rastreabilidade seja avaliada de acordo com métodos acordados;
  • que cada etapa da cadeia seja realizada de acordo com métodos apropriados, com os resultados de medição e com incertezas de medição associadas registradas;
  • que os laboratórios que realizam uma ou mais etapas da cadeia de rastreabilidade forneçam evidência de sua competência técnica.”

Veja que temos um ponto muito importante e pouco observado. Para a comprovação de rastreabilidade é necessário a comprovação da competência técnica do laboratório, ou seja, a acreditação do serviço de calibração, ensaio ou amostragem é fundamental para a comprovação da rastreabilidade. Sem a comprovação da competência técnica inexiste rastreabilidade.

Outro ponto está relacionado a utilização de métodos apropriados para a execução da calibração. Ou seja, o método ou procedimento utilizado deverá ser capaz de fornecer o resultado (erro e incerteza da medição) adequado para o instrumento que está sendo calibrado considerando sua resolução, classe ou outras características metrológicas.

Outra ponto está relacionado aos produtos químicos onde os “valores de certificados de materiais de referência certificados provenientes de produtores de materiais de referência que estejam em conformidade com a ISO 17034 fornecem rastreabilidade metrológica.”

Um ponto de grande importância que devemos ter atenção quando compramos serviços de calibração ou ensaio. O laboratório não é acreditado mas o serviço que ele presta, ou seja, o fato de um laboratório ser acreditado para calibração de paquímetro não quer dizer que os demais serviços sejam acreditados também uma vez que, a competência técnica não foi avaliada durante a auditoria o organismo regulamentador.

Incerteza da medição. Qual a sua importância?

Podemos dizer que hoje a incerteza da medição não é algo estranho para os profissionais dos mais diversos seguimentos mas a sua aplicação, apesar de relativamente simples, ainda é muito pouco utilizada e com isso passamos a cometer erros e desperdícios que em muitos casos são tratados como parte do processo de medição. Importante ressaltar que consideramos como processo de medição as atividades de produção industrial, medições realizadas em ambiente médico-hospitalar, medições realizadas em supermercados, ou seja, toda e qualquer medição realizada.

Basicamente podemos dizer que a incerteza da medição é a dúvida que temos com relação ao valor que obtemos o momento da leitura em função dos erros relacionados as condições ambientais, construção dos instrumentos de medição, como as medições estão sendo executadas entre diversas outras. O problema esta em ignorar a incerteza da medição no processo que medição hora poderá resultar em prejuízo de alguns centavos para quem esta comprando ou para quem esta vendendo e hora, poderá ser a vida ou a morte de um individuo.

No gráfico abaixo mostramos em azul os limites de uma medição o qual também é conhecido como critério de aceitação sendo o valor obtido em laranja.

Até aqui tudo bem mas, acrescentássemos a incerteza da medição? Vamos incluir dois exemplos.

Agora temos uma medição onde a incerteza da medição, nossa dúvida, esta dentro do critério de aceitação e uma segunda medição, onde a incerteza está do critério de aceitação.

Sugerimos transferir este conceito para suas atividades diárias e analisar o impacto que a não aplicação da incerteza da medição.

Até a próxima.

Importância da automação no processo de calibração na indústria.

A automação de processos de fabricação e produção não é novidade para ninguém mas nem sempre é dada a devida atenção principalmente quando o assunto é metrologia.

Para falarmos sobre a importância na automação dos processos de calibração é necessário primeiro falarmos, mesmo que superficialmente, sobre periodicidade da calibração e confirmação metrológica.

  • Periodicidade de calibração dos instrumentos de medição – É comum determinar a periodicidade de calibração tomando como base as informações contidas em um certificado de calibração como se o certificado tivesse alguma validade. Pois bem, certificado de calibração não tem validade assim como válida as medições que foram feitas sem qualquer garantia com relação ao funcionamento futuro do instrumento.
  • Confirmação metrológica – Comparação entre as características metrológicas do instrumento de medição com os requisitos metrológicos do cliente, ou seja, do critério de aceitação do instrumento para o local onde o instrumento está instalado.
    Com isso podemos concluir que só poderemos ter confiança na confirmação metrológica se houver um programa de verificações das características metrológicas dos instrumentos de medição.

Mas qual a importância em manter um programa de verificação dos instrumentos de medição?

Nenhum equipamento, seja ele qual for, não para de funcionar do nada. O equipamento começa a dar indícios de mau funcionamento que podem ser observados através de medições e é exatamente com o acompanhamento das medições que podemos atuar antes que o problema efetivamente ocorra evitando maiores prejuízos seja por ter que consertar ou repor um equipamento em data não programada ou seja pela parada do processo.

É aqui a automação dos processos de calibração passa a ser importante.
Exemplificando. Vamos considerar somente a calibração de termômetros (PT-100 e termopares) onde a periodicidade de calibração esteja determinada em 12 meses e para execução da confirmação metrológica a periodicidade seja determinada em 3 (três) meses. Vamos determinar também que a calibração de um termômetro descritos acima seja de R$ 60,00. Com isso temos a cada três meses um investimento de R$ 24.000,00 e para os três ciclos R$ 72.000,00 isso sem considerar o calibração que se mantivermos o valor de R$ 60,00 teremos ao longo de 12 meses R$ 96.000,00 com calibração e verificações apenas com termômetros.

Chamamos a atenção para um fator importante. Até o momento não consideramos o principal. Um profissional para operar o instrumento utilizado para calibração dos instrumentos. Considerando o profissional passaremos facilmente dos R$ 120.000,00 ano com a calibração de 400 termômetros.

É neste ponto que a automação do processo de calibração passa a ser de extrema importância. Com investimento de um ótimo equipamento que possibilita a execução de calibrações de forma automática estaremos reduzindo o tempo necessário para execução da calibração assim como a necessidade de especialização sem afetar a confiabilidade das medições e consequentemente a confirmação metrológica além da possibilidade, em função do estudo metrológico, aumentar a periodicidade de calibração dos instrumentos o que poderá ainda mais, reduzir o investimento com a gestão metrológica.

Concluímos que a curto e principalmente médio e longo prazo é viável a aquisição de padrões que possam executar de forma automática a calibração dos instrumentos de medição.

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Abraço e até a próxima.

Produtividade em laboratórios de calibração e ensaio

A pandemia trouxe várias mudanças entres elas o trabalho home office e consequentemente a necessidade de sermos mais produtivos o que requer muita disciplina afinal, trabalhar em um ambiente sugestivo a todas as atividades menos trabalhar e algo complicado.

Além da disciplina é necessário que todos os processos estejam informatizados no sentido exata do termo uma vez que, não é mais possível a impressão de documentos e passar a informação impressa ao colega de trabalho é impossível além de ficar todo o tempo em comunicadores. Neste novo agora os computadores precisam realmente serem utilizados como computadores e não como uma evolução das máquinas de escrever ou ainda, um simples repositório de informações.

Quando pensamos em laboratórios de ensaio e calibração é ainda mais crítico vez que se torna necessário a comunicação com o pessoal de campo os quais precisam ser informados das atividades a executar, executar as atividades, enviar para o laboratório o qual, terá que executar o ensaio ou a calibração e disponibilizar os resultados com um grande e importante detalhe. Número reduzido de profissionais em função da necessidade de distanciamento.

Estas operações só poderão ser executadas se todo o processo de ensaio ou calibração for informatizado e informatização significa que o maior número de atividade deve ser executada automaticamente sendo a escolha do software de extrema importância principalmente porque este deverá ser aderente as atividades do laboratório.

Laboratórios de ensaio e calibração independente se prestador de serviço ou setores de empresas maiores possuem características específicas principalmente se tiverem o interesse ou necessidade de atuar como laboratórios acreditados.

Alguns pontos precisam ser observados quando falamos em produtividade em laboratórios sendo estes:

  • qual o tamanho da minha equipe?
  • quais instrumentos o laboratório possui?
  • possuem comunicação com computadores ou exportam informações?
  • o software possibilita a comunicação com os equipamentos do laboratório ou importam as informações?
  • suporte e segurança de dados. Quem é o responsável?
  • quais função e integrações o software possui orientada as atividades do laboratório?
  • compensa mais a contratação de pessoal ou a aquisição de um software?

Com base nestas e outras informações específica a cada empresa é possível determinar o nível de informatização necessária e o produto a ser adquirido.

O laboratório é acreditado. Será?

É comum ouvir empresas falarem que contrataram um laboratório acreditado mas quando recebeu o certificado de calibração este não tinha o selo da RBC. Mas porque o certificado foi emitido sem o selo da Rede Brasileira de Calibração?

Um laboratório de calibração ou ensaio seja este um prestador de serviço ou um setor de uma empresa, quando solicita a acreditação, precisa definir o escopo de serviço à acreditar, ou seja, precisa determinar os serviços a serem reconhecidos pelo organismo acreditador o que está longe de significar que todos os serviços executados pelo laboratório sejam acreditados.

Ponto importante está relacionado a faixa de medição ou ensaio do laboratório. O fato do laboratório ter uma grandeza ou ensaio acreditado não quer dizer que todo e qualquer serviço prestado por ele será emitido com o selo da RBC ou RBLE.

No caso da calibração o laboratório terá uma faixa de medição acreditada podendo executar calibrações em faixas diferentes. Por exemplo: o laboratório possui capacidade para execução da calibração de medidores de temperatura de -10 °C a 400 °C mas possui a faixa de -10 °C a 150 °C como acreditado. Com isso, todas as medições feitas fora desta faixa não poderão ser emitidos com o selo da RBC.

O mesmo ocorre para os ensaios onde este é normalmente determinado por uma metodologia.

Com isso podemos concluir que o correto a afirmar que o laboratório possui serviços acreditados e não, que o laboratório é acreditado.

Porque comprar calibradores passa-não-passa

O calibrador passa-não-passa é um dispositivo, vamos chamar assim, largamente utilizado na verificação de peças em processos fabricação mecânica principalmente em usinagens o qual tem como objetivo, identificar as peças que estão dentro dos limites definidos em projeto.

E esse é o ponto. Verificar se a peça está dentro dos limites definidos em projeto.

Os limites são definidos em função do ajuste necessário para execução do encaixa que aquela peça terá que poderá ser móvel ou fixo, havendo uma tolerância para cada situação.

Com base nisso é necessário que os calibradores passa-não-passa sejam fabricados em máquinas que tenham a resolução e construção adequada de forma a possibilitar que o calibrador tenha a medida adequada assim como também, esteja dentro da tolerância indicada para um calibrador passa-não-passa e esse é o motivo pelo qual não se deve simplesmente, fabricar calibradores passa-não-passa.

Se um torno não tiver a resolução adequada ou estiver com folgas excessivas ou ambos os casos, dificilmente iremos conseguir fabricar um calibrador passa-não-passa que esteja dentro das especificações de uso e ai, só iremos gastar tempo e dinheiro.

Bom, ai vem a pergunta. Mas se o calibrador passa-não-passa estiver calibrado não saberemos o erro possibilitando o uso do calibrador?

Esse é outro problema. Diferente de um instrumento de medição onde obtemos valores em função do que estamos medindo, o calibrador passa-não-passa não possui escala e a calibração e sim muito importante porém, só serve para confirmar se o calibrador possui as características metrológicas gravadas nele.

Então antes de fabricar um calibrador passa-não-passa veja se você possui a máquina que tenha as características ideais para fabricação do calibrador.

Como executar as verificações intermediárias

Você sabia que o instrumento que você está usando pode indicar valores incorretos mesmo após a calibração?

A resposta é sim. Já falamos em vídeos no nosso Canal do YouTube sobre a calibração de instrumentos de medição e que os certificados de calibrações validam passado e não futura (veja o EP-004) sendo necessário a execução de verificações periódicas para confirmação das características metrológicas dos instrumentos de medição e qual o período de verificação?

Vamos por parte.

Primeiro – Como executar a verificação periódica?

A verificação tem como objetivo confirmar se as características metrológicas permanecem as mesmas do momento da calibração.

O primeiro passo é determinar o processo de medição e os instrumentos que serão utilizados como referência. Como estamos falando em uma verificação não é necessário que o instrumento que será utilizado como referência tenha característica metrológica superior ao instrumento que está sendo verificado, mas se puder utilizar um que tenha, melhor.

O segundo passo é determinar os pontos a serem medidos que devem ser os mesmos indicados no certificado de calibração. Somente desta forma, você terá como comparar os valores sem fazer conta. Não é necessário fazer a medição de todos os pontos contidos no certificado de calibração, mas é aconselhável medir os pontos extremos e pelo menos um ou dois pontos intermediários.

O terceiro e último passo é o erro e a incerteza do instrumento e comparar os valores encontrados na verificação com os valores contidos no certificado de calibração e verificar se está dentro do critério de aceitação. Também é importante incluir os valores medidos na análise de tendência (veja o EP-xxx) para acompanhamento do comportamento do instrumento lembrando que, a incerteza da medição deve ser considerada na análise de tendência.

Periodicidade da verificação intermediária.

Inexiste uma fórmula para determinar o período que o instrumento deverá ser verificado, mas em função da análise de tendência é possível estimar a próxima verificação. Quando inexiste parâmetros é aconselhável que a verificação seja efetuada trimestralmente para ai sim, determinar a periodicidade da verificação intermediária.

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