Influências culturais

A muito, percebi o quanto é importante o conhecimento metrológico, e não precisa ser nada muito profundo. Só o fato de sabermos que os instrumentos de medição precisam ser calibrados periodicamente e que, os valores declarados precisam ser corrigidos em função do erro existente, já faz diferença.

O fato é que, se juntarmos ao longo de uma ano, as correções em postos de combustíveis, balanças, alimentos, etc., e convertermos em valores monetários, veremos que poderemos estar contribuindo significativamente para a melhoria das finanças pessoais isso sem falar, das decisões médicas. Se aplicarmos aos processos industriais poderemos, em alguns casos, elevar a lucratividade de forma significativa.

Vamos a um exemplo. Imaginamos uma empresa que produz filmes radiológicos. Obviamente há restos oriundos do processo produtivo que certamente, são vendidos a um ferro-velho. Se uma balança tiver um erro de 50 g a cada 1 kg, em uma tonelada teremos 50 kg. Multiplicando 50 kg por R$ 0,25 centavos (valor do kilograma em nosso exemplo), teremos um total de R$ 12,50. Muito ou pouco ?. Ira depender do quanto esta empresa vende ao ferro-velho por ano.

Se o que estamos economizando é muito ou pouco, será em relação ao quanto estamos produzindo e para onde estamos destinando o valores. O mais interessante é que nosso exemplo está fazendo referência apenas ao resto da produção. E se passarmos a considerar todos os processos de medição inseridos no processo produtivo? Quanto poderíamos estar economizando?

Vi o quanto a cultura pode influenciar ao assistir um episódio de Louco por Carros na The History Channel. Resumidamente, Danny (dono da Count’s Kustoms) está tentando consertar a moto de um ex-policial mas, no meio do trabalho surge um problema inesperado: um cano da empresa se rompe ameaçando a execução das atividades da empresa. Um dos colaboradores chama um empreiteiro para avaliar a situação e emitir um orçamento. Durante a medição do terreno, este funcionário vira para o empreiteiro e diz: “é bom que este instrumento esteja calibrado.”.

Neste momento, percebi o quanto é importante a cultura metrológica uma vez que, obviamente, o orçamento esta diretamente relacionado a medição do terreno.

Quanto custa o seu sistema de gestão da qualidade?

O 5W 2H é classificado como ferramenta da qualidade porém, muito pouco utilizado pelas organizações e, quando falamos em laboratórios de calibração ou ensaio, sua aplicação é praticamente zero.

Esta ferramenta determina o que, quando, quem, porque, onde, como e quanto custa uma determinada ação. Esta ferramenta teve origem como 5W 1H, ou seja, sem valores monetários, tendo como objetivo, organizar as ações corretivas e preventivas relacionados a desvios em sistema de gestão. Alguém, em determinado momento, teve a felicidade de incluir valores monetários, o ultimo “H” sendo possível determinar os valores com a correção de não conformidades assim como fazer o planejamento de recursos para as melhorias a serem implementadas possibilitando a redução dos valores com a correção.

Para a ISO/IEC 17025 a Alta de Direção é o responsável por prover os recursos necessários para melhoria continua do sistema de gestão sendo recomendado a utilização desta ferramenta. Importante ressaltar que o 5W2H também pode ser utilizado para quantificar a implantação de sistemas de gestão da qualidade e com isso, cruzar com informações relacionadas ao quanto custa não possuir um sistema de gestão que realmente funcione.

Com a aplicação do 5W 2H para determinar o planejamento da qualidade, é possível alinhar as ações da qualidade com o planejamento estratégico da empresa. Com este alinhamento, a empresa poderá ajustar as atividades a serem executadas e os objetivos da organização possibilitando a melhoria continua dos processos. Para as laboratórios de calibração e ensaio sua aplicação é fundamental possibilitando identificar cruzar com outros indicadores da qualidade e da saúde financeira da empresa resultando em um melhor gerenciamento das atividades.

Por que implantar a ISO/IEC 17025?

Neste post iremos falar sobre a ISO/IEC 17025 a qual é utilizada para implantação de sistemas de gestão para laboratórios respondendo algumas questões.

Mas, por que implantar a ISO/IEC 17025 ao invés da ISO 9001?

A ISO/IEC 17025 contém requisitos específicos orientados aos laboratórios de calibração e ensaio como aplicação da incerteza da medição, padrões a serem utilizados, garantia da validade dos resultados declarados pelo laboratório, rastreabilidade, conteúdo mínimo dos certificados de calibração ou relatório de ensaio entre diversos outros ponto que são características dos laboratórios e a ISO 9001 não especifica.

Quais benefícios o laboratório tem com a implantação da ISO/IEC 17025?

Devemos lembrar que, um sistema de gestão existe para garantir que os processos da empresa sejam executados sempre da mesma forma independente do funcionário que estiver executando a tarefa. A partir do momento que o laboratório passa a atender aos requisitos da ISO/IEC 17025 e executar os procedimentos ele, laboratório, garante que os resultados emitidos pelo laboratório sejam confiáveis.

É necessário ter software para implantar a ISO/IEC 17025?

Não. A questão relacionada ao software esta diretamente relacionado ao mundo em que vivemos. Atualmente é impensável não utilizamos softwares para a execução de nossas atividades e integração com outros colegas de trabalho. Temos tido muito sucesso com a utilização do Google entre outras aplicações.

Sou abrigado a solicitar a acreditação após implantação da ISO/IEC 17025?

Não. A acreditação é facultativa mas claro que, se o laboratório tiver algum tipo de reconhecimento de seu sistema de gestão é ótimo.

Posso solicitar reconhecimento junto a rede metrológica do meu estado? Quais benefícios?

Sim, pode. Se a Rede Metrológica do Estado oferecer um programa de reconhecimento do sistema de gestão segundo os requisitos da ISO/IEC 17025. É importante verificar se o processo de reconhecimento da rede estadual é a mesma aplicada pelo CGCRE/INMETRO.

O principal benefício solicitando o reconhecimento junto a rede estadual de metrologia esta na rapidez do processo.

Uma ação importante a ser realizada antes da solicitação de reconhecimento estadual é a execução da pesquisa junto aos clientes. Há ramos de atividade em que somente a acreditação é válida, em outros não.

Se solicitar a acreditação, tenho que solicitar a acreditação de todos serviços?

Não. A acreditação é dada por serviço, ou seja, se um laboratório executar, por exemplo, a calibração de paquímetro, micrômetro, trena e multímetros, o laboratório poderá solicitar a acreditação ou reconhecimento somente de trena ou outro instrumento que queira.

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Processo de Calibração na Industria.

Não é novidade à ninguém a necessidade em executar atividades de calibração em um curto espaço de tempo e com a confiabilidade metrológica necessária incluindo, baixa incerteza na medição.

Visando atender a este objetivo, apresentamos o Software CMX e o Multicalibrador MC6 da Beamex os quais possibilitam a automação do processo de calibração na industria.

PROCESSO DE CALIBRAÇÃO NA INDUSTRIA.

O processo de calibração pode ser iniciado no Software ERP pertencente a organização ou diretamente no Software CMX com as informações transferidas diretamente ao MC6. Com as informações contidas no Multicalibrador MC6 a calibração é efetuada e as medições transferidas para o Software CMX o qual, emite de forma automática o Certificado de Calibração e, se aplicável, transferir para ERP da organização as informações relacionadas a calibração. Tudo sem papel e interferência humana.

Com o MC6 é possível executar a calibração de manômetros, vacuômetros, manovacuômetros e transmissores de pressão. Com a utilização do forno de bloco seco também é possível a calibração de termorresistência, termopares e transmissores de temperatura e corrente.

DIFERENCIAL.

  • Inexistência de erros relacionados a transferência de dados e digitação;
  • Programador para instrumentos com protocolos HART, Foundation Fieldbus e Profibus PA;
  • Redução do tempo de calibração;
  • Possibilidade em execução da calibração de outros calibradores utilizando o MC6 como padrão;
  • Possibilidade em executar com um único instrumento medições de pressão, temperatura e elétrica;
  • Menor especialização técnica dos profissionais envolvidos diretamente com a atividade de calibração;
  • Identificação da conformidade em tempo real do instrumento sob calibração;
  • Acesso remoto ao instrumento para acompanhamento e/ou execução da calibração;
  • Confirmação da periodicidade de calibração através do estudo de tendência através do Software CMX;
  • Organização dos instrumentos por setor/equipamento;
  • Alta exatidão durante a calibração;
  • Integração com ERP SAP e Maximus.

Análise Crítica de Certificados de Calibração

A atividade de calibração consiste em determinar as características metrológicas do instrumento de medição sendo estas características declaradas em um certificado de calibração. O grande problema é que normalmente não é dada a devida atenção a este documento sendo de grande importância para determinar se podemos ou não, confiar nas medições executadas além do destino a ser dado ao instrumento.

É importante ressaltar que diferente do que muitos pensam, o certificado de calibração certifica passado a não futuro, ou seja, os dados contidos no certificado de calibração demonstram as condições metrológicas no momento da calibração. Com isso podemos afirmar que, se um instrumento está dentro dos critérios de aceitação no momento da calibração as medições efetuadas estão corretas com as devidas ressalvas, em função de outros fatores que podem afetar a medição no processo como ambiente, pressão, instalação errada entre outros fatores.

Para a execução da análise crítica é necessário avaliar:

  • O conteúdo mínimo do certificado – A ISO/IEC 17025 determina o conteúdo mínimo dos certificados de calibração devendo estar contido além das informações orientadas aos dados do cliente e instrumentos, as condições ambientais entre outras;
  • A declaração dos valores – Consiste basicamente na declaração de erro e incerteza o qual deve ser conferido com o cadastro do laboratório junto a Rede Brasileira de Calibração (RBC). O cadastro do laboratório contém a Melhor Capacidade de Medição (MCM) a qual é o menor valor que o laboratório poderá declarar obviamente, para o escopo de serviço do laboratório.
  • A compatibilização dos valores – Dadas as devidas justificativas, os valores relacionados ao erro de medição e incerteza da medição devem ser compatíveis, ou seja, devem ter o mesmo número de casas decimais a qual deve ser compatível com a resolução do instrumento calibrado.

Além da confirmação ou não dos valores medidos é possível com a análise crítica do certificado de calibração determinar o local onde o instrumento poderá ser utilizado além da periodicidade das verificações intermediárias mas este, é um assunto futuro.

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